portfólio de escrita · roteiro · copy · crônica
nada nunca
foi tão bom.
Leonardo Castro escreve — de microcopy de produto a crônica de bar.
Eu não sou feito de constância. Sou feito de encontros.
Copy em produto
rolêduca: um app com voz de gente
Curadoria de rolês em São Paulo, assinada em parceria com @euviduca. No coração do produto, os reasons: mini-crônicas que defendem cada lugar como um amigo defenderia — com opinião, detalhe de quem foi e zero release de assessoria.
Textos
O pão.
O saco de papel precisa ficar entreaberto pra não estragar o pão quentinho. Ninguém ensinou, mas quem já foi à padaria na hora certa sabe.
CrônicaA vitrine de doces
Meu pai me negava o doce e me dava a vitrine. Levei uns trinta anos pra entender qual dos dois era o presente.
CrônicaOs torcedores
Bar vem de barra, que quer dizer obstáculo. O lugar mais acolhedor que eu conheço é, na origem, um muro.
CrônicaCheiro de feira
A feira se instala na calada da noite e deixa seu rastro até o fim do dia. E fica o cheiro, que é sempre o último a ir embora.
CrônicaA gente corre de quem?
Existe um ridículo performático dentro de cada um. A pergunta que sobra do 12º andar é outra: de quem e pra que a gente corre?
CrônicaAs meninas superprodutivas
Fingir que se trabalha, flertar consigo mesmo e calcular o quanto você custa ocupando a mesa contra o quanto de fato consome.
CrônicaMesa ao lado
Ouvir história alheia é meu segundo passatempo preferido em qualquer bar. O primeiro? Inventar histórias para essas pessoas.
CrônicaPor cima do ombro
No metrô lotado eu faço o que todo mundo faz e ninguém confessa: leio a tela do vizinho.
CrônicaJá é...
Os olhos acordam antes do corpo, que protesta em silêncio, como quem já sabe que vai perder a discussão.
CrônicaContradição em movimento
É no outro que me descubro — e também onde me perco. Minha identidade não nasce isolada; ela se molda no atrito, na troca, no espelhamento.
TextoNem só de prédios e carros
Cidades são feitas de sonhos e de gente nos seus espaços. Um convite a desconstruir paradoxos e paradigmas.
TextoPego em flagrante
Será que é real? Aquilo que eu vejo, que tira meu sono e enche de desejo.
FragmentoO Poder das Palavras
Aos peritos das letras, minha homenagem. Porque poesia, literatura e rap não, não é viagem.
TextoSer tão zinho
Ser tão. Ser zinho. Parecer. Ser. Um aquífero de lágrimas num ser tão...
FragmentoSegredos
Sagrado é o silêncio. Secreto é o que penso. E nas incertezas que trago, prendo e solto, me desajeito.
TextoSerpente
Seu corpo de repente parece serpente. Domina mentes e gentes.
FragmentoSobre
Sobre este espaço
nada nunca foi tão bom quer dizer o que você quiser entender. talvez nada nunca tenha sido tão bom até então. ou nada tenha sido tão bom quanto o agora. se nada e nunca não fossem tão bons, quem sabe fossem tudo e sempre.
Todos os textos que aparecem por aqui nascem assim: de contradições, pequenas epifanias de bar, certezas que duram pouco e de tudo aquilo que eu não entendo — mas ainda assim acho uma boa ideia pensar sobre.
Fora daqui, a mesma escrita vira ofício: roteiro, copywriting e UX writing. É a voz do rolêduca — app de curadoria de rolês em São Paulo — e do estúdio nada nunca, onde curadoria editorial vem com presença humana visível e nome em cima.
Este que vos escreve o faz a partir da curiosidade, das contradições e das pequenas inquietações do cotidiano. Advogado de formação e comunicador por vocação (e necessidade), usa a escrita como espaço para explorar ideias, comportamentos e as estranhezas da experiência humana — quase sempre com alguma ironia e mais perguntas do que respostas.
Se algo daqui te disser alguma coisa, já valeu.
— Leonardo Castro